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terça-feira, 2 de julho de 2013

Guarda Compartilhada



           Após o nascimento dos filhos, por motivos diversos, muitos pais tomam a difícil decisão de se separar. Muitas das vezes, os pais ficam juntos, em um verdadeiro "casamento falido" em prol do bem estar do filho, o que particularmente, acho não ser a melhor solução, pois normalmente há tantas discussões dentro de casa e pior, na frente do pequeno que seria melhor a separação realmente, eis que as brigas na frente das crianças trazem inúmeros malefícios para o desenvolvimento de sua personalidade. Lá na Revista Pais & Filhos tem uma reportagem bem legal falando sobre estar casada somente por causa dos filhos (Leia AQUI).
          
         Mas, o fato é que, quando a separação acontece vem junto o medo de ficar longe do filhote. É difícil para os pais abrirem mão do dia a dia ao lado do filho. Deve se ter muito cuidado e especial atenção, pois a separação dos pais é um momento traumático para os filhos, onde na cabecinha deles, o afastamento de repente do pai ou da mãe pode parecer um abandono ou uma insegurança do tipo "não gosta mais de mim", "a culpa foi minha", "o que fiz de errado"...
          
        Ao meu ver, a guarda compartilhada seria uma maneira de amenizar esse sentimento de perda da criança, eis que, como o próprio nome já diz é uma maneira de tentar que o pai e a mãe mantenham relação regular com o filho após a separação, deixando claro que a ausência de um e do outro é apenas temporária e que ambos querem muito ficar ao seu lado.

       A  guarda compartilhada entrou em nossa Legislação apenas em 2008 com a Lei 11.698, não tendo modelo pré definido, em regra, os pais entram em um consenso e "ajustam" a rotina da criança dali para frente. Não quer dizer que o tempo da criança será 50% com o pai e ou outros 50% com a mãe. Os pais podem ajustar 4 dias da semana com um e os outros 3 com o outro. Podem ajustar as datas festivas pelo ano, por exemplo, natal que o ano for par com a mãe e ano ímpar com o pai, e assim por diante.

         O objetivo da guarda compartilhada é que pai e mãe tenham as mesmas obrigações na criação dos filhos e igual oportunidade de convivência com eles. Tudo para BENEFÍCIO do melhor interesse do menor.

      Cada família encontrará um modelo para a realidade que vive. Na teoria, parece tudo muito fácil, mas na realidade não é bem assim, aqui estamos lidando com sentimentos que estão a "flor da pele", onde pai e mãe não falam "a mesma língua".

        No começo é bem difícil, mas o querer maior dos pais de ficarem perto de seus filhos, o amor por eles, amenizam os desentendimentos, levando os pais a verem o que é melhor para seus filhos que, ficam no CENTRO disso tudo.

      O STJ já decidiu que a guarda compartilhada pode ser decretada mesmo sem consenso entre os pais. (Leia AQUI), o que ao meu ver é pior por ser uma determinação, imposição judicial.
      
      Em recente reportagem para o site da GNT (Leitura interessante) especialistas deram conselhos para os pais que pretendem optar por este tipo de guarda. 

      O que se está em jogo é sempre o bem estar da criança. Os pais devem afastar os sentimentos de mágoa, ressentimentos e pensar sempre no filho que deve conviver com os pais e usufruir do amor de ambos.

          Estou preparando uma postagem sobre DIVÓRCIO (Leia AQUI), lá vou abordar também a questão de "guarda" dos filhos nas outras modalidades.

            Você está vivendo com seu filho no sistema da guarda compartilhada!? Deixa aqui seu depoimento se está funcionando ou se prefere a outra modalidade de guarda.

- Leia AQUI sobre Obrigação alimentar na Guarda Compartilhada.


Postado por: Vivi Scalercio





1 - Texto da FOLHA DE SÃO PAULO: "Meus filhos, meus bens", com enfoque na área psicológica. Leia AQUI


imagem 1: fernandabarbosa.wordpress.com
imagem 2: http://www.familiaesucessoes.com.br/?p=182


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